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Qual a diferença entre fidedignidade e validade de um teste

Alex França

abr 27, 2023

Fidedignidade e validade de um teste são dois dos principais conceitos na psicometria clássica. Ambas são importantes para garantir que um teste seja confiável e válido para o seu propósito.

Neste post, vamos explorar o que é a fidedignidade e a validade de um teste, qual a diferença entre esses dois conceitos e fornecer alguns exemplos para ajudar a entender como eles podem ser aplicados na prática.

Fidedignidade de um teste

A fidedignidade, também chamada de confiabilidade de um teste está relacionada com a replicabilidade e consistência dos escores obtidos. Um exemplo de fidedignidade seria um teste de memória que é aplicado duas vezes para o mesmo grupo de pessoas com um intervalo de uma semana entre as aplicações.

Se os resultados obtidos nas duas aplicações forem semelhantes, isso indica que o teste é fidedigno. Ou seja, significa que o teste é capaz de medir a memória da mesma maneira em diferentes ocasiões. Esta é uma uma das formas mais comuns de avaliar a fidedignidade de um teste, denominada como teste-reteste.

Outra maneira de avaliar a fidedignidade é por meio da consistência interna, a consistência interna é uma medida de confiabilidade em que os itens em um teste são correlacionados a fim de determinar a forma como eles medem o mesmo construto ou conceito. A medida de consistência interna atualmente recomenda é o ômega de McDonald.

Validade de um teste

A validade de um teste refere-se à sua capacidade de medir o que se propõe a medir. Em outras palavras, um teste é válido quando mede o que se espera que ele meça.

Na mais recente publicação Standards for Educational and Psychological Testing, a validade refere-se ao “grau no qual o acumulo em que a evidência e a teoria apóiam as interpretações dos resultados dos testes para usos propostos dos testes”.

Assim, a validade envolve o acumulo de evidências de validade com o intuito de prover uma base cientifica para as interpretações dos resultados dos testes. E, embora diversos tipos de evidências possam ser utilizados, não temos diferentes tipos de validade. A fontes de evidências podem iluminar os diferentes aspectos da validade, mas não representam diferentes tipos de validade.

Qual a diferença entre fidedignidade e validade de um teste

Para entender a diferença entre fidedignidade e validade, podemos usar o exemplo de uma balança de banheiro. Se usarmos uma balança para pesar um objeto repetidamente e obtermos resultados consistentes, podemos dizer que a balança é confiável.

No entanto, se a balança estiver descalibrada e mostrar um peso incorreto, ela não é válida para medir o peso do objeto. Da mesma forma, um teste pode ser confiável em termos de pontuações consistentes, mas se não estiver medindo o que se pretende, ele não tem validade. Portanto, é essencial que os testes sejam tanto confiáveis quanto válidos para que possam fornecer informações precisas e úteis para os profissionais.

Por fim, é importante notar que a fidedignidade e a validade não são características inatas de um teste. Elas podem ser afetadas por vários fatores, incluindo a qualidade dos itens do teste, a forma como o teste é administrado e pontuado, a população a que o teste é aplicado e o contexto em que o teste é utilizado.

Ao desenvolver e usar testes psicológicos, é importante avaliar a fidedignidade e a validade em cada caso específico e garantir que as melhores práticas sejam seguidas para maximizar a qualidade dos resultados.

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Bruno Figueiredo Damásio

Sou Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia. Venho me dedicando à Psicometria desde 2007.

Fui professor e chefe do Departamento de Psicometria da UFRJ durante os anos de 2013 a 2020. Fui editor-chefe da revista Trends in Psychology, da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e Editor-Associado da Spanish Journal of Psychology, na sub-seção Psicometria e Métodos Quantitativos.

Tenho mais de 50 artigos publicados e mais de 5000 citações, nas melhores revistas nacionais e internacionais.

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Bruno Figueiredo Damásio

Sou Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia. Venho me dedicando à Psicometria desde 2007.

 

Fui professor e chefe do Departamento de Psicometria da UFRJ durante os anos de 2013 a 2020. Fui editor-chefe da revista Trends in Psychology, da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e Editor-Associado da Spanish Journal of Psychology, na sub-seção Psicometria e Métodos Quantitativos.

 

Tenho mais de 50 artigos publicados e mais de 5000 citações, nas melhores revistas nacionais e internacionais. Atualmente, me dedico a formação de novos pesquisadores, através da Psicometria Online Academy. Minha missão é ampliar a formação em Psicometria no Brasil e lhe auxiliar a conquistar os seus objetivos profissionais.

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