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Por que a invariância de medição é importante?

Alex França

mar 1, 2022

Muitas questões de pesquisa nas ciências sociais e comportamentais dependem de comparações entre grupos de pontuações em escalas de questionários.

Mas como sabemos que o questionário mede a mesma coisa em diferentes grupos?

Os pesquisadores geralmente confiam em medições na forma de um teste psicológico que consiste em vários itens. É claro que tais testes não são perfeitos, mas muitas vezes uma representação razoável dos construtos de interesse, as chamadas variáveis ​​latentes.

Uma tarefa comum na pesquisa é comparar esses construtos entre grupos relevantes, como participantes masculinos e femininos, entrevistados de diferentes países ou pessoas de diferentes origens étnicas. Nesses casos, precisamos garantir que nosso teste realmente meça a variável latente da mesma maneira nos diferentes grupos, uma condição chamada “invariância de medição”. Invariância de medição ou equivalência de medição é uma propriedade estatística de medição que indica que o mesmo construto está sendo medido em alguns grupos especificados.

Se a invariância da medição for violada, as diferenças nos resultados (latentes) entre os grupos encontrados podem refletir apenas nas diferenças na medição, mas não refletir realmente nas diferenças no resultado em si, o que pode levar a conclusões altamente enganosas.

A avaliação da invariância da medida não é possível por meio de um único teste ou modelo. Em vez disso, existem diferentes formas de invariância de medição, que permitem mais ou menos comparação entre os grupos. Para avaliar a invariância de medição, uma sequência de modelos é ajustada, onde a cada modelo um novo conjunto de parâmetros do modelo é definido para ser igual entre os grupos

Multi-group-Modeling, uma abordagem analítica que pertence à classe de Structural Equation Modeling (SEM), fornece a caixa de ferramentas que precisamos para avaliar se, e em que medida, há invariância de medição.

Aqui no blog, já abordamos, em formato de tutorial, como a invariância de medição pode ser avaliada usando o módulo SEM recém-atualizado do JASP.

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Bruno Figueiredo Damásio

Sou Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia. Venho me dedicando à Psicometria desde 2007.

Fui professor e chefe do Departamento de Psicometria da UFRJ durante os anos de 2013 a 2020. Fui editor-chefe da revista Trends in Psychology, da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e Editor-Associado da Spanish Journal of Psychology, na sub-seção Psicometria e Métodos Quantitativos.

Tenho mais de 50 artigos publicados e mais de 5000 citações, nas melhores revistas nacionais e internacionais.

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Bruno Figueiredo Damásio

Sou Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia. Venho me dedicando à Psicometria desde 2007.

 

Fui professor e chefe do Departamento de Psicometria da UFRJ durante os anos de 2013 a 2020. Fui editor-chefe da revista Trends in Psychology, da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e Editor-Associado da Spanish Journal of Psychology, na sub-seção Psicometria e Métodos Quantitativos.

 

Tenho mais de 50 artigos publicados e mais de 5000 citações, nas melhores revistas nacionais e internacionais. Atualmente, me dedico a formação de novos pesquisadores, através da Psicometria Online Academy. Minha missão é ampliar a formação em Psicometria no Brasil e lhe auxiliar a conquistar os seus objetivos profissionais.

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